UMA TRISTE CONSTATAÇÃO

O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados (2,8 milhões de consumidores), atrás apenas dos Estados Unidos (4,1 milhões de consumidores), de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD), feito pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em setembro de 2012. O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga.

Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano.

A presença da cocaína se mostrou três vezes maior nas áreas urbanas, com principal incidência no Sudeste – 46% dos usuários, ou 1,4 milhão de pessoas. Depois vêm o Nordeste (27%), o Norte e o Centro-Oeste (10% cada) e o Sul (7%).

O contato com a droga começa cedo: quase metade (45%) dos usuários provou a substância pela primeira vez antes dos 18 anos. Essa experimentação precoce, de acordo com os pesquisadores, aumenta o risco do uso de outras drogas ao longo da vida e da incidência de doenças psiquiátricas.

Além disso, o estudo identificou que quase metade (48%) dos consumidores de cocaína se tornou dependente e, destes, 30% disseram que pretendem parar nos próximos meses. Apenas 1% afirmou que já havia procurado algum tipo de tratamento.

Ainda entre os usuários de cocaína, 78% disseram que acham fácil conseguir a droga e 10% admitiram já ter vendido alguma parte do que tinham, ou seja, praticaram tráfico.

Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas capitais do país, em 2009, revela que 8,7% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental já usaram pelo menos uma vez drogas ilícitas.

Estudos mostraram que em Mato Grosso, 22,2% dos estudantes da rede pública de ensino fundamental e médio já usaram drogas psicotrópicas, pouco abaixo da média de estudantes da mesma faixa, no Centro-Oeste que é de 23,6%.

Somente em Cuiabá, no ano de 2010, das ocorrências registradas com homicídios, 88% foram por envolvimento com as drogas. E a maioria das vítimas são jovens. A eficácia do programa de tratamento está relacionada a um projeto terapêutico diferenciado e muito bem estruturado que aborda outros problemas associados, tais como os de ordem médica, psicossocial, familiar, profissional e os de âmbito espiritual.

O que fazer diante de tão terrível realidade? O que nós podemos fazer diante dessa monstruosa e cruel pandemia?

É totalmente possível que a sociedade, a iniciativa privada e o governo possam unir-se no enfrentamento da dependência química no tangente ao tratamento, pois tais esforços podem ser mensurados em ambos os segmentos, seja em nível de pesquisa, seja em ações preventivas ou atendimento médico especializado.

 

Acredito piamente que a eficácia de programa de tratamento está relacionada a um projeto terapêutico diferenciado e muito bem estruturado que aborda outros problemas associados, tais como os de ordem médica, psicossocial, familiar, profissional e também os de âmbito espiritual.

Pr Carlos Prado
Teólogo e Psicopedagogo
Consultor e Terapeuta em Dependência Química
Membro da ORMIBAN – Ordem De Ministros Batistas Nacionais

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