Sem transporte, alunos não iniciaram ano letivo em MT e pais protestam

Estudantes de 6 comunidades estão sem aula por falta de ônibus. 
Em uma delas, alunos precisam pegar balsa e ônibus para chegar à escola.

Cerca de 80 pais e estudantes fizeram uma manifestação na frente da Escola Municipal Jacondina Bezerra, no Distrito João Carro, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (23), contra a falta de transporte escolar. Alunos de seis comunidades que estudam nessa unidade ainda não foram à escola neste ano.

Ao G1, a prefeitura de Chapada dos Guimarães informou que os ônibus vão voltar a fazer o transporte dos estudantes na próxima segunda-feira (27).

De acordo com os pais, a prefeitura do município recolheu os ônibus escolares no final do ano passado, quando os alunos entraram de férias, para reparos.

Estão sendo prejudicados com a falta de transporte estudantes das seguintes comunidades: Quilombo, Formiga, Mamede, Pedra Preta, Mata Cipó e Bom Jardim. A mais distante delas é a Quilombo, que fica a aproximadamente de 18 km do distrito.

  • Daqui a pouco a escola entra em férias novamente e nossos filhos não conseguiram nem começar o ano letivo"
Weller Cardoso Pinheiro, pai de estudante

Além da distância percorrida de ônibus, os moradores da comunidade Quilombo precisam utilizar uma balsa em uma parte do trajeto para atravessar o rio que leva o mesmo nome.

Segundo o psicultor Weller Cardoso Pinheiro, representantes de cada uma das comunidades se reuniram e chegaram ao acordo de que as aulas foram interrompidas há 15 dias até que o problema seja resolvido e os alunos possam ir à escola.

“Apenas as crianças que moram no próprio distrito João Carro conseguem chegar na escola. Por isso, decidimos que não valeria à pena as aulas continuarem apenas para alguns, porque o ano ficaria prejudicado do mesmo jeito”, explicou o morador, que é pai de uma aluna de 9 anos.

A filha dele, Maria Gabriela, também está impossibilitada de começar a 4ª série do ensino fundamental.

“Daqui a pouco a escola entra em férias novamente e nossos filhos não conseguiram nem começar o ano letivo”, disse.

De acordo com ele, o serviço que é mantido pela prefeitura também está correndo risco de parar, pois os funcionários não recebem há três meses.


g1mt
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